a�?Vamos acordar! O professor vale mais do que o Neymar!a�?

18 de julho de 2013

No mA?s de julho, a lei federal 11.738/08 completou cinco anos. Neste tempo muitas greves foram feitas, muitas lutas foram travadas. Mas vA?rios governos continuam negligenciando a lei. A� o caso do governo de Minas, que tenta sufocar o grito de insatisfaA�A?o da categoria com muitas peA�as publicitA?rias e prA?ticas coercitivas no interior da escola.

As recentes manifestaA�A�es populares pautaram a educaA�A?o. Nas ruas muitos cartazes pediam mais investimentos, respeito ao professor e o pagamento do Piso Salarial.

Concordo com o Frei Betto quando ele diz que “A� hora das autoridades deixarem a torre de Marfim, largarem os binA?culos centrados nas eleiA�A�es de 2014 e pisarem na realidade.” Por que o grito por serviA�os pA?blicos de qualidade ecoam a realidade vivida por milhares de brasileiros. HA? quanto tempo denunciamos os problemas da educaA�A?o bA?sica pA?blica? Temos uma lei estabelecendo um Piso Salarial para o magistA�rio que nA?o A� cumprida por governadores e prefeitos e eles nA?o sA?o punidos.

Podemos tambA�m lembrar da Mesa Nacional de NegociaA�A?o da EducaA�A?o, que foi prometida em 2010, e atA� o momento nA?o foi feita. Quantas vezes denunciamos que o Governo de Minas nA?o investe os 25% de impostos em educaA�A?o? As pessoas nos ouviam com certo ar de piedade, mas nem a Promotoria da EducaA�A?o do MinistA�rio PA?blico do Estado se moveu para questionar esta situaA�A?o. Quantas vezes denunciamos salas superlotadas, precA?rias condiA�A�es de trabalho, jornadas extenuantes, adoecimento dos professores?

RecebA�amos olhares piedosos que duravam alguns minutos e nada era feito. De quantas audiA?ncias pA?blicas participamos na Assembleia Legislativa, apresentando problemas, pedindo soluA�A�es e o que vA�amos era uma equipe escalada para, simplesmente, fazer a defesa do governo do Estado? Os problemas da educaA�A?o nA?o sA?o novidades.

buy lantus solostar. TambA�m tem sido muito importante o questionamento que ocorre aos grandes veA�culos de comunicaA�A?o. Estes mesmos veA�culos manipulam informaA�A�es de modo que, as demandas apresentadas pelas categorias, sA?o sempre diminuA�das. Quem nA?o se lembra das entrevistas de estA?dio que a Rede Globo fazia com o governo durante a nossa greve? E, quando muito, tA�nhamos falas de 30 segundos. A nossa greve sA? teve repercussA?o na mA�dia nacional quando alguA�m pediu o adiamento do Enem. NA?o mostrou a realidade da categoria.

E o que dizer de governos que assinam acordos como o governo de Minas que, em 2011, assinou documento se comprometendo a pagar o Piso Salarial aos professores e nA?o cumpriu o que assinou?

A� o povo que vive isso. Por isso, a maioria dos cartazes confeccionados artesanalmente, falam da educaA�A?o, denunciam a realidade vivida nas escolas pA?blicas. E muitos gritaram pelas ruas: “Vamos acordar! O professor vale mais do que o Neymar!”

A� por isso tambA�m o estranhamento em relaA�A?o A� Copa das ConfederaA�A�es e A� Copa do Mundo. Porque vimos os governos responderem rapidamente com investimentos, adequaA�A�es de legislaA�A?o e nA?o vimos a mesma agilidade para responder A�s nossas demandas, a uma melhoria dos serviA�os pA?blicos.

NA?o dA? para esperar mais cinco anos. Se nA?o houver mudanA�as estruturais na condiA�A?o do professor a�� falo de Piso Salarial, carreira, valorizaA�A?o social a�� daqui a pouco nA?o teremos mais professores na rede pA?blica!

Beatriz Cerqueira

Coordenadora-geral do Sindicato Asnico dos Trabalhadores em EducaA�A?o

(Sind-UTE/MG) e

Presidenta da Central Asnica dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG)


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