Escola X FamA�lia: Uma Parceria NecessA?ria em Prol de uma EducaA�A?o de Qualidade

12 de junho de 2013
Em "Artigos"

IntroduA�A?o

A� necessA?rio que os muros das escolas deixem de significar barreiras e passem a existir para ampliar a atuaA�A?o do processo educacional em um contexto multidisciplinar. E, para que isso ocorra, A� primordial que seja clara a concepA�A?o de educaA�A?o que rege as aA�A�es de todos os atores envolvidos, bem como a do sujeito que pretendemos formar. Partindo do princA�pio que a educaA�A?o se constitui como prA?tica social, logo as relaA�A�es entre a escola e a famA�lia devem estar em constante interaA�A?o. A reflexA?o sobre as relaA�A�es entre a escola e famA�lia constitui como elemento fundamental para o sucesso do processo ensino e aprendizagem. Atualmente investem-se muito no estudo a respeito do desenvolvimento da educaA�A?o perante a participaA�A?o da famA�lia, no intuito de promover uma educaA�A?o de qualidade. Isso significa que a famA�lia tem que assumir a responsabilidade junto A� escola na formaA�A?o acadA?mica de seus filhos.

Este trabalho focaliza os aspectos fundamentais da relaA�A?o entre a escola e a famA�lia na busca de apresentar a importA?ncia desta parceria. Uma das perspectivas mais valorizadas nessa relaA�A?o A� a qualidade da escola e tendo como resultado o fato de que os alunos sA?o beneficiados por uma melhor aprendizagem. Como a escola deve fazer para aproximar a famA�lia em favor do sucesso da aprendizagem dos alunos? O objetivo deste trabalho A� reconhecer a importA?ncia das relaA�A�es que a escola deve desenvolver com a famA�lia em prol de uma educaA�A?o de qualidade.

A escola e a famA�lia desempenham papel de grande importA?ncia na formaA�A?o social do individuo, tendo responsabilidade na construA�A?o da pessoa humana em seus A?mbitos espacial, temporal e sociocultural. O processo de formaA�A?o da identidade se dA? nos aspectos individual, pessoal e cultural. A formaA�A?o da identidade do individuo se dA? atravA�s de instituiA�A�es como a famA�lia, a escola, e mais tarde o mundo do trabalho.

As formas e amplitude das relaA�A�es entre as escolas e famA�lias variam, pois estA? relacionadas a diversos fatores, tais como escolarizaA�A?o das famA�lias, classe social, meio urbano ou rural, numero de filhos, tempo disponA�vel e ocupaA�A?o dos pais, entre outros.

Alguns pais nA?o tA?m noA�A?o do mal que causam aos seus filhos quando nA?o estabelecem limites para eles, atendendo todos os seus desejos sem questionA?-los, crianA�as que nA?o sabem controlar suas vontades, provavelmente nA?o saberA?o lidar com problemas corriqueiros do seu cotidiano.

TIBA (1996) afirma que hA? pais que, por manter seus filhos na escola, acham que esta A� responsA?vel pela educaA�A?o dos mesmos. Quando a escola reclama de comportamentos inadequados ou das indisciplinas por parte dos alunos, os pais atribuem a responsabilidade A� escola.

Para VASCONCELLOS (1994) a famA�lia e a escola mudaram muito. Antes, a famA�lia era cA?mplice da escola. Hoje deposita suas funA�A�es e delega suas responsabilidades a ela, porA�m a critica. Cada vez mais os alunos vA?m para a escola com menos limites trabalhados pela famA�lia.

O impacto da vida familiar causa influencia corretiva na vida escolar do individuo, pois este estA? inserido numa estrutura familiar com uma dinA?mica que por muitas vezes entra em conflito determinando seu comportamento e sua capacidade de aprendizagem escolar.Ainda segundo o autor a escola compartilha com a famA�lia suas descobertas e recebe dela, por meio de seus alunos, a dinA?mica de um mundo em constante mudanA�a num processo de colaboraA�A?o. NA?o hA? separaA�A?o entre a cultura da escola e a vida familiar, mas uma extensA?o em que ambas convive e se influenciam mutuamente.

MA�todos

Para compreendermos a forma como as instituiA�A�es, escola e famA�lia influenciam no sucesso do processo educacional no Brasil, A� preciso considerar primeiramente os aspectos histA?ricos que constituA�ram a trajetA?ria da escola e famA�lia desde o perA�odo colonial atA� os dias de hoje.

Segundo ARANHA (2006) a histA?ria da educaA�A?o na Brasil inicia-se em 1549 com a vinda dos seis jesuA�tas que aqui aportaram em companhia do primeiro governador geral TomA� de Souza. A partir de entA?o, e por mais de duzentos anos, ficou entregue quase que com exclusividade, aos padres da Companhia de Jesus o ensino pA?blico em nosso PaA�s. Atendendo aos propA?sitos missionA?rios da Ordem os jesuA�tas dedicaram-se fundamentalmente A� catequese e A� instruA�A?o do gentio, criando escolas de primeiras letras e instalando colA�gios destinados a formar sacerdotes para a obra missionA?ria na nova terra.

Em 1759 o MarquA?s de Pombal expulsou os jesuA�tas de Portugal e seus domA�nios, ruindo totalmente o sistema de educaA�A?o montado pelos padres da companhia de Jesus em terras brasileiras. O ensino que Pombal reconstruiu sobre as ruA�nas do sistema jesuA�tico tardou muito para serem organizado no Brasil. Nos anos que se seguiram A� expulsA?o dos jesuA�tas, nenhum sistema de ensino foi estabelecido na ColA?nia, em substituiA�A?o ao que havia. Segundo ARANHA (2006) de acordo com a historiografia tradicional, o marquA?s de Pombal nA?o conseguira de imediato introduzir as inovaA�A�es de sua reforma no Brasil, apA?s ter desmantelado a estrutura jesuA�tica, o que teria provocado o retrocesso de todo o sistema educacional brasileiro.

Com a vinda de D. JoA?o VI, o Brasil passou por modificaA�A�es considerA?veis: as mudanA�as tendiam a resolver problemas imediatos, sem encarA?-los como um todo. Quando a famA�lia real chegou ao Brasil existiam as aulas regias do tempo de Pombal, o que obrigou o rei a criar escolas, sobretudo, a fim de atender A�s necessidades do momento. AlA�m das adaptaA�A�es administrativas necessA?rias, houve o incremento das atividades culturais, antes inexistentes. As primeiras medidas de D. JoA?o VI privilegiaram cursos de formaA�A?o superiores, a nA?o ser o ColA�gio das FA?bricas, criado em 1809 e destinado a ensinar ofA�cios aos A?rfA?os que aqui chegaram com a comitiva real e aprendiam com artA�fices que tambA�m vieram de Portugal. O ensino nA?o ocorria em escolas, mas nos prA?prios locais de trabalho, como cais, hospitais, arsenais militares e da marinha. SA? mais tarde A� que estes se dedicaram tambA�m a ensinar as primeiras letA?s a esses jovens. Essas escolas expressavam um cunho assistencialista que nA?o se desvinculava do interesse em disciplinar os segmentos populares, devido ao temos que a elite sentia com o exemplo dos movimentos de oposiA�A?o A� ordem polA�tica, entA?o frequentes na Europa.

No sA�culo XIX ainda nA?o havia o que poderia chamar-se de pedagogia brasileira. No entanto, alguns intelectuais, influenciados pelas ideias europeias e norte-americanas, buscavam novos rumos para a educaA�A?o, apresentando projetos de leis, criando escolas, alA�m de promoverem significativo debate aberto para sociedade civil. ApA?s a independA?ncia eram muitas as contradiA�A�es sociais e polA�ticas de um paA�s cuja economia consolidava o modelo agrA?rio-comercial e fazia as primeiras tentativas de industrializaA�A?o, a situaA�A?o do ensino continuava muito precA?ria. Essa tendA?ncia de aA�A?o permanece durante todo o perA�odo do ImpA�rio. PorA�m, ao contrA?rio do que ocorria com o ensino superior, os demais nA�veis de ensino, em especial o primA?rio e o tA�cnico, foram poucos valorizados e desenvolvidos apA?s a IndependA?ncia. ARANHA (2006).

As A?ltimas dA�cadas do perA�odo imperial foram marcadas por grandes transformaA�A�es, que envolveram o inicio da industrializaA�A?o, a chegada de imigrantes, o fim gradativo da escravidA?o e a urbanizaA�A?o, que contribuA�ram para o desenvolvimento do trabalho assalariado no paA�s, para a expansA?o da produA�A?o do cafA� e para o aprimoramento da infraestrutura quanto A� comunicaA�A?o (telA�grafos) aos transportes (ferrovias e portos). GONA�ALVES (2003) nesse, perA�odo, o pensamento catA?lico, atA� entA?o dominante, passa a ser questionado por um movimento mais liberal, ligado ao positivismo, que na educaA�A?o, defende a escola pA?blica, gratuita, leiga alA�m da mudanA�a curricular, contemplando o ensino das ciA?ncias.

Segundo GONA�ALVES (2003) a partir da Primeira Republica a EducaA�A?o passa a ser um tema debatido pelos intelectuais, sendo esta discussA?o caracterizada, sobretudo pelo a�?entusiasmo pela educaA�A?oa�?, de carA?ter mais quantitativo e visando A� expansA?o da escola pA?blica, e pelo a�?otimismo pedagA?gicoa�?, de carA?ter mais qualitativo e seletivo. A ampliaA�A?o do debate educacional neste perA�odo deve-se em especial A�s novas necessidades da populaA�A?o surgidas no A?mbito social, econA?mico e polA�tico, diante da reorganizaA�A?o do Estado. Essa crescente demanda deve-se e especial A� educaA�A?o ser entendida, nesse momento, como caminho possA�vel para o emprego na estrutura administrativa do Estado que entA?o se fortalecia, ou seja, a meta principal eram cargos burocrA?ticos e intelectuais, entendidos como possibilidade de ascensA?o social por uma classe mA�dia que se fortalecia.

DiscussA?o

A educaA�A?o do Brasil no sA�culo XX A� mais seriamente enfatizada a partir da Primeira Guerra Mundial, quando ocorrem discussA�es sobre o desenvolvimento do paA�s um relativo crescimento industrial e urbano. Esses fatores resultaram e uma maior pressA?o em favor da EducaA�A?o popular, diante de um quadro nacional no qual 75% da populaA�A?o era analfabeta (1920).Deve-se tambA�m considerar que na dA�cada de 1920 ocorreram importantes mudanA�as no paA�s, tanto no aspecto econA?mico, como a intensificaA�A?o das relaA�A�es comerciais e financeiras do Brasil, quanto no aspecto cultural, em que o relacionamento com os Estados Unidos abriu as portas para a influA?ncia de novos comportamentos, favorecendo mesmo a chegada de ideias pedagA?gicas como a Escola Nova, com base em John Dewey.Foram adeptos dela, no paA�s educadores como AnA�sio Teixeira, Fernando de Azevedo, LourenA�o Filho e Francisco Campos, (GONA�ALVES,2003).

O sA�culo XX A� marcado por grandes, profundas e rA?pidas transformaA�A�es no mundo todo, nas relaA�A�es polA�ticas e econA?micas entre os paA�ses e na desigualdade social e distribuiA�A?o de riquezas, internacionalmente falando. No campo educacional, aumenta a demanda educacional da populaA�A?o, nA?o sA? no Brasil, mas no Mundo. Segundo Aranha (2006) desde o final do sA�culo XIX atA� a dA�cada de 1940, aumentam as oportunidades de estudo. Sendo assim, decorrem mobilidade e ascensA?o social, sobretudo para classe mA�dia. Em dado momento, porA�m, o fA?lego dessa possibilidade de ascensA?o dos diplomados diminui, mesmo nos paA�ses desenvolvidos, o que implica na reduA�A?o dos salA?rios. Apesar disso, continua a ilusA?o de que a educaA�A?o pudesse ser garantia de mobilidade social e de sucesso. Para essa concepA�A?o de educaA�A?o, como forma de democratizaA�A?o da sociedade, muito contribuiu o ideA?rio da Escola Nova.

A dA�cada de 20 foi marcada, no Brasil por amplo debate a respeito da educaA�A?o. ARANHA (2006) muitos dos intelectuais da Escola Nova exerceu cargos polA�ticos, o que contribuiu para experiA?ncias que visavam colocar em prA?tica os ideais liberais propostos por eles.

ApA?s a revoluA�A?o de 1930, Getulio Vargas assume o governo provisA?rio parece ser iniciada uma aA�A?o com finalidade de organizar o ensino em nA�vel nacional; o ministA�rio da EducaA�A?o e SaA?de A� criado, tambA�m sA?o criadas as Secretarias de EducaA�A?o dos Estados. ARANHA (2006) pode-se dizer que nesse momento A� que se inicia a organizaA�A?o de um sistema nacional de educaA�A?o no paA�s. A partir desse momento, a tendA?ncia foi de centralizaA�A?o de competA?ncias, ou seja, organizou-se uma estrutura administrativa e burocrA?tica que girava em torno do MEC e da UniA?o, com funA�A�es de controle, supervisA?o e fiscalizaA�A?o bastante rA�gidas. Nesse contexto A� redigido, por Fernando Azevedo, o Manifesto dos Pioneiros da EducaA�A?o Nova, em 1932, esse documento foi assinado por mais de 25 intelectuais, nele estavam apresentados os princA�pios pelos os quais a educaA�A?o nacional deveria ser organizada, com urgA?ncia: defendiam a educaA�A?o como caminho para democracia; devia ser publica obrigatA?ria, leiga, A?nica, gratuita; devia ter o currA�culo voltado para os interesses naturais dos alunos; e os professores, em todos os nA�veis educacionais, deviam ter formaA�A?o universitA?ria.

Aproximando-se do final de seu mandato e das novas eleiA�A�es Getulio Vargas da um golpe de Estado mantendo-se no poder. AA�A�es que marcam este governo (Estado Novo) foi A�s extinA�A�es dos partidos polA�ticos, o estabelecimento da censura prA�via A� imprensa e da pena de morte. Em um contexto mais amplo, nesse perA�odo destaca-se a Segunda Guerra (1939-1945), que marcou o inicio da Guerra Fria entre Estados Unidos e URSS e a supremacia econA?mica do primeiro, que aumenta sua influA?ncia em nA�vel mundial, inclusive no Brasil. No A?mbito educacional, em 1946 com a nova ConstituiA�A?o retoma alguns dos princA�pios defendidos pela Escola Nova e estabelece a necessidade de uma lei de Diretrizes e Bases. Um anteprojeto A� apresentado em 1948, e o debate transcorre por treze anos, quando a Lei finalmente A� aprovada , em 1961(Lei nA? 4024) jA? se encontra ultrapassada, frente ao panorama e demandas existentes na sociedade (ARANHA, 2006).

Com o golpe militar em 1964, tem inicio um perA�odo de 21 anos de limitaA�A?o e atA� mesmo de exclusA?o do estado de direito.

Para GHIRALDELLI (2000) os perA�odos ditatoriais, ao longo de duas dA�cadas serviram de palco para o revezamento de cinco generais na PresidA?ncia da RepA?blica, pautaram-se em termos educacionais pela repressA?o, privatizaA�A?o do ensino, exclusA?o de boa parcela das classes populares do ensino elementar de boa qualidade, institucionalizaA�A?o do ensino profissionalizante, tecnicismo pedagA?gico e desmobilizaA�A?o do magistA�rio atravA�s de abundante e confusa legislaA�A?o educacional. Com a democratizaA�A?o da sociedade brasileira, ocorrida a partir da dA�cada de 1980, a escola passou a rever o processo de sua organizaA�A?o, e a perspectiva da democratizaA�A?o tanto da configuraA�A?o da administraA�A?o escolar como das relaA�A�es de poder e das relaA�A�es entre a escola e a comunidade A� estabelecida de um novo modo.

Resultados

Na ConstituiA�A?o de 1988,a educaA�A?o A� citada no artigo 205 como visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercA�cio da cidadania e sua qualificaA�A?o para o trabalho, como direito de todos e dever do Estado e da famA�lia, e deve ser promovida e incentivada com a colaboraA�A?o da sociedade. A ConstituiA�A?o ainda determina a obrigatoriedade do ensino fundamental, sem relacionA?-lo a uma idade especifica, e estabelece a vinculaA�A?o orA�amentA?ria A� educaA�A?o e tambA�m um currA�culo mA�nimo, a fim de assegurar uma formaA�A?o bA?sica comum, considerando, porA�m, as especificidades culturais regionais. Em dezembro de 1996 foi criado o Fundo de ManutenA�A?o e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de ValorizaA�A?o do MagistA�rio (FUNDEF), que entrou efetivamente em vigor a partir de 1998. TambA�m em dezembro foi aprovada a Lei de Diretrizes e Bases da EducaA�A?o Nacional – LDB, apA?s 8 anos de tramitaA�A?o.

No artigo 227 da ConstituiA�A?o Federal do Brasil (1988) diz na sua A�ntegra que: a�?A� dever da famA�lia, da sociedade e do Estado assegurar A� crianA�a e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito A� vida, A� saA?de, A� alimentaA�A?o, A� educaA�A?o, ao lazer, A� profissionalizaA�A?o, A� cultura, A� dignidade, ao respeito, A� liberdade e A� convivA?ncia familiar e comunitA?ria, alA�m de colocA?-los a salvo de toda forma de negligA?ncia, discriminaA�A?o, exploraA�A?o, violA?ncia, crueldade e opressA?oa�?.

Discutir a questA?o da infA?ncia e da famA�lia no campo da pedagogia constitui tarefa importante para evitar o recurso a padrA�es rA�gidos que pensam a educaA�A?o a partir de um modelo universal e temporal de infA?ncia e de famA�lia.

Nos seus aspectos histA?ricos a famA�lia A� uma entidade histA?rica, interligada com os rumos e desvios da histA?ria, que mudou suas estruturas atravA�s do tempo. HA?, portanto, que se fazer uma releitura desta instituiA�A?o e seu dever perante as pessoas que a compA�e. Para ARANHA (2006) as relaA�A�es das crianA�as na sociedade, intermediadas pela famA�lia, sA?o um fenA?meno mutA?vel no tempo, por ser a famA�lia uma instituiA�A?o social historicamente situada, sujeita a mudanA�a de acordo com as diferentes relaA�A�es estabelecidas entre os sujeitos.

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Os historiadores passaram a ter interesse pelo tema famA�lia e infA?ncia a partir do sA�culo XIX, mas as pesquisas se restringiram geralmente A�s famA�lias mais ricas.

A famA�lia A� uma instA?ncia importante no processo de socializaA�A?o, bem como no desenvolvimento da subjetividade autA?noma, ensinando informalmente o que as crianA�as devem fazer, dizer ou pensar. A educaA�A?o dada pela famA�lia fornece solo a partir do qual o individuo pode agir atA� para, em ultima instA?ncia, rebelar-se contra os valores recebidos: contra esses valores, mas sempre a partir deles.

Segundo TIBA (1996) a falta do amparo familiar, mais precisamente a carA?ncia afetiva durante a infA?ncia, pode conduzir a uma deterioraA�A?o integral da personalidade, e consequentemente do comportamento. Quando o relacionamento familiar A� precA?rio, certamente irA? influenciar nos relacionamentos sociais de seus membros, principalmente dos filhos. A pobreza, violA?ncia domA�stica, alcoolismo, A� desagregaA�A?o dos casamentos, droga, ausA?ncia de valores, permissividade, demissA?o dos pais da educaA�A?o dos filhos, etc. SA?o apontados como as principais causas que minam o ambiente familiar.

Para ARANHA (2006), a�?a crise da famA�lia A� de origem social e nA?o A� possA�vel negA?-la ou liquidA?-la como simples sintoma de degeneraA�A?o ou decadA?nciaa�?. Trata-se de algo que estA? sendo reconstruA�do A� revelia do que ai existe. Tarefa difA�cil, que exige cuidado e empenho, a fim de evitar o saudosismo da antiga famA�lia, em que a autoridade paterna era indiscutA�vel, e de nA?o culpabilizar a mulher pela entrada no mercado de trabalho como fator de desagregaA�A?o.

Identificamos, no final do sA�culo XX, o limiar de uma nova realidade para famA�lia. Muitos ainda consideram que se trata de uma desordem na famA�lia, ao verem com suspeita os divA?rcios e casamentos sucessivos, constituiA�A?o de famA�lias sem casamento oficial, a produA�A?o independente da opA�A?o monoparenal, isto A�, a crianA�a vivendo sA? com o pai ou sA? com a mA?e, os bebA?s de proveta, o casamento gay, inclusive com a doA�A?o de filhos, entre tantas outras formas de constituiA�A?o familiar.

Ainda segundo a autora a�?desordens na famA�lia nA?o sA?o novas, embora hoje em dia, se manifestem de forma inA�dita, mas elas nA?o impedem que a famA�lia seja atualmente reivindicada como o A?nico valor seguro ao qual ninguA�m quer renunciar. Ela A� amada, sonhada e desejada por homens, mulheres e crianA�as de todas as idades, de todas as orientaA�A�es sexuais e de todas as condiA�A�esa�?

ConclusA?o

Na realidade brasileira atual a escola tem procurado estabelecer relaA�A�es com as famA�lias de seus alunos visando principalmente o investimento familiar e pessoal de cada aluno na sua aprendizagem escolar. Nem sempre, porA�m, consegue atingir os resultados. A� um assunto que merece reflexA?o e uma busca exaustiva de alternativas que possam ajudar, pois afeta diretamente no ensino – aprendizagem.

A escola e famA�lia devem ser estudadas em suas particularidades para que caminhos de interaA�A?o produtiva possam ser traA�ados e seus papA�is definidos colaborativamente em benefA�cio dos alunos e consequentemente a qualidade de ensino oferecida.

ConcluA�mos que a famA�lia como primeiro nA?cleo da construA�A?o de um sujeito, A� fundamental para sua estrutura e isto A� de suma importA?ncia para a educaA�A?o e transmissA?o e fixaA�A?o de valores.

Para a escola, a famA�lia do aluno A� a base indispensA?vel para que aprendizagem aconteA�a. A� preciso muito cuidado ao analisar o comportamento dos alunos em funA�A?o das famA�lias de onde provA?m para nA?o cair no risco de enquadrA?-los em padrA�es rA�gidos de valores, crenA�as e estrutura tA�picos de modelos que na verdade sA?o construA�A�es histA?ricas e produtos culturais que refletem em seus comportamentos.

Pais e mA?es nA?o sA?o apenas genitores, tanto o pai como mA?es devem fazer tudo em beneficio da famA�lia, portanto A� fundamental que os pais estabeleA�am as bases sA?lidas sobre as quais apoiarA?o a educaA�A?o dos seus filhos. Torna-se urgente o compromisso de um reestudo por parte dos pais em relaA�A?o A� conduta moral que deve ser ministrada as geraA�A�es novas, a fim de evitar a grande derrocada da cultura e da civilizaA�A?o.

JA? a escola, A� primordial que ela elabore projetos e crie mecanismos para que a famA�lia participe ativamente do cotidiano escolar. Somente assim serA?o parceiros na efetivaA�A?o do processo ensino e aprendizagem.

ReferA?ncias

- ARANHA, Maria LA?cia Arruda. Filosofia da EducaA�A?o 3.ed.rev.e ampl.SA?o Paulo:moderna,2006.

- ________________ Historia da EducaA�A?o e da Pedagogia: geral e Brasil.3. ed.rev e ampl.SA?o Paulo:moderna,2006.

- BRASIL. ConstituiA�A?o Federal (1988). Rio de Janeiro, FAE, 1989.

-GONA�ALVES,NA?dia Goiafatto. EducaA�A?o:as falas dos sujeitos sociais.SA?o Paulo:Marins Fontes,2003.

- GHIRALDELLI, Paulo. O que A� filosofia da educaA�A?o? 2. ed.Rio de Janeiro,DP&A, 2000.

- TIBA, IA�ami. Disciplina a�� Limite na medida certa. 8A? ediA�A?o. SA?o Paulo: Editora Gente, 1996.

- VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Disciplina. SA?o Paulo: Libertad, 1996.


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