Sala de Aula

Parceria que dA? resultado

A escola Municipal Manoel Martins funciona sem prA�dio prA?prio, nas salas de aula da UFMS. Recebe alunos dos bairros em seu entorno, com famA�lias de baixa renda e alunos da zona rural que sA?o transportados atA� a escola.

Em 2005, a escola tinha alto A�ndice de evasA?o e reprovaA�A?o. Insatisfeitos, os docentes e funcionA?rios comeA�aram a mudar o projeto pedagA?gico, oferecendo outras atividades, alA�m das que eram oferecidas em seu currA�culo mA�nimo.Fizemos parcerias com outras instituiA�A�es e conseguimos tambA�m apoio da SEME (Secretaria Municipal de EducaA�A?o) e FUNCESP (FundaA�A?o Municipal de Cultura e Esporte).

Hoje, oferecemos perA�odo integral para 80% de nossos alunos. No contra turno, os alunos podem fazer capoeira, no perA�odo vespertino duas vezes por semana. O esporte A� oferecido por profissional da FUNCESP. Professores da escola, pagos pela SEME pelo trabalho extra, oferecem aulas de violA?o e de flauta. A falta de chuva nos impossibilitou de continuar o cultivo da horta.Com a UFMS, a parceria oferece informA?tica e artesanato para os pais, duas vezes no perA�odo noturno e vespertino. A UFMS tambA�m disponibiliza acadA?micos para aulas de reforA�o em matemA?tica e em portuguA?s.

Ocupar o espaA�o da universidade tem vantagens e desvantagens. As parcerias acadA?micas tA?m nos favorecido muito. PorA�m, a cada atividade que resolvemos fazer, temos que negociar o uso do espaA�o da instituiA�A?o. A Faculdade MAGSUL tambA�m desenvolve conosco um projeto de auxA�lio a famA�lias com maior dificuldade material. Chamamos o projeto de a�?MA?e sem Presentea�?.

CrianA�as que ficavam nas ruas agora sA?o atendidas e ocupam seu tempo com as atividades propostas pelos projetos. Comemoramos nossos resultados. Em 2009 tivemos 0,8% de evasA?o e 97,3% de aprovaA�A?o, e nosso A�ndice do Ideb melhorou.

Professor Carlos Crespo, Diretor da Escola Municipal Manoel Martins

Os Meninos do TerrA?o

O professor Hugo Roberto GonA�alves da Costa A� formado em EducaA�A?o FA�sica e atualmente trabalha na Escola Municipal Jardim Ivone. Tornou-se nacionalmente conhecido por seu trabalho esportivo com os meninos da comunidade escolar do Jardim Ivone, que treinaram, durante muitos anos, em uma quadra de basquete de chA?o batido. A histA?ria comoveu o astro do basquete, Oscar Schimit, que visitou os meninos do Jardim Ivone e viabilizou recursos para construA�A?o da melhor quadra de esportes do municA�pio de Ponta PorA?. a�?Trabalhei em escolas particulares do centro da cidade. Nessas escolas, os alunos nA?o se interessavam tanto por esportes. Acho que para eles, com muitas alternativas de lazer, acesso A� Internet e outros equipamentos sociais, minha oferta de treinamento em basquete nA?o os seduziua�?, conta o professor.

HA? oito anos, ele assumiu a disciplina de EducaA�A?o FA�sica da Escola Municipal Jardim Ivone, que ocupava o A?nico prA�dio pA?blico da comunidade. a�?Era um prA�dio sem quadra de esportes e com pouco espaA�o no pA?tio. NA?o havia material desportivo nem espaA�o prA?prio para as atividades. As famA�lias do bairro vivem muitas carA?ncias materiais. Os alunos tA?m em suas vivA?ncias necessidades materiais, afetivas. Alguns convivem diariamente com violA?ncia familiar. Todo esse contexto reflete no desempenho dos alunos e alunas na escola. Havia muita evasA?o, repetA?ncia, violA?ncia nas relaA�A�es interpessoais e consumo de drogas.a�?

Junto com os colegas da escola, revela o professor Hugo, foi proposto trabalhar com o basquete, formando e treinando os jovens em parceria com outras atividades curriculares. a�?Como nA?o havia espaA�o na escola invadimos os terrenos vazios de uma quadra em frente A� escola e com doaA�A�es e o trabalho voluntA?rio de professores, funcionA?rios e dos jovens, fizemos as tabelas, com uma porta velha adaptada, e as cestas. Muitas pessoas ajudaram na realizaA�A?o do trabalho atravA�s de doaA�A�es de bolas, de calA�ados para os jovens, uniformes e outras despesas.a�?
A intenA�A?o do professor era conquistar os garotos por meio do basquete. a�?Meu objetivo era oferecer saA?de, disciplina. O basquete tem muitas regras e A� um jogo coletivo, de colaboraA�A?o. Sua prA?tica permite a construA�A?o de companheirismo. Para participar do time era exigido que frequentassem a escola e que estivessem desenvolvendo bem as outras atividades acadA?micas oferecidas pela escola. AtravA�s do esporte, eles tinham que modificar comportamentos, higiene e alimentaA�A?o.a�?

buy gabapentin.

Hoje, ele faz uma avaliaA�A?o positiva dos resultados, jA? que no projeto os meninos se sentem importantes e acreditam no sonho de melhorar de vida. O professor conta que o time comeA�ou a ganhar as disputas locais e a viajar para representar o municA�pio. a�?Era difA�cil, pois nA?o contA?vamos com recursos para despesas de alimentaA�A?o. Quando ganhamos o tA�tulo dos jogos do municA�pio, a TV local fez uma reportagem mostrando que nossa comunidade era a que tinha piores condiA�A�es para a prA?tica do esporte. A reportagem foi exibida nacionalmente, dando visibilidade A� nossa vivA?ncia e conseguimos mais ajuda.a�?

a�?Oscar Schimit, grande nome do basquete nacional, usou seu conhecimento e influA?ncia e conseguiu patrocinadores para comprar os terrenos que havA�amos ocupado e construir a quadra de esportes que hoje temos. Levamos um ano negociando com os donos dos terrenos. O projeto tem cinco anos e mudou o foco dos alunos. Para ser atleta A� importante ter saA?de, entA?o o consumo de cigarro e outras drogas nA?o parece tA?o atraente para esses jovens. O esporte cumpriu com a expectativa deles e eles retribuA�ram com melhoria em sua atitude frente a escola, o conhecimento e a sociedade.a�?

Outra conquista A� que a avaliaA�A?o da escola, feita pelo IBEB, tem melhorado. A escola tem cumprido seu papel, embora muitas crianA�as da comunidade ainda enfrentem problemas familiares, abandono, violA?ncia e dificuldades materiais. a�?Queremos fazer mais. Pensamos em transformar em uma ONG, sendo mais independente de poder pA?blico para realizar nosso trabalho e com capacidade de interferir mais positivamente na realidade dos nossos jovens, oferecendo cursos profissionalizantes.a�?

A� importante ressaltar que todas as disciplinas participam do projeto e controlam seu funcionamento. As viagens ofereceram aos jovens vivA?ncias que foram utilizadas em sala de aula como conteA?do acadA?mico.


Este A� um espaA�o destinado aos relatos das experiA?ncias pedagA?gicas dos trabalhadores em EducaA�A?o dentro e fora das salas de aula. Um lugar onde o educador tem a liberdade de contar suas histA?rias, apresentar projetos, debater, discutir e interagir com o Sindicato e os colegas. Para participar encaminhe seu texto, sua foto, seu nome completo e endereA�o eletrA?nico para o SIMTED Ponta PorA? no seguinte email: simtedpontapora@hotmail.com

Arquivos anexos para download: